sábado, 4 de maio de 2019

Este é o cão que estamos preservando, o OFB.

Depois de viajarmos desde Governador Valadares, mais de 400 km, chegando à região denominada Sertão, macro região de Curvelo, chegamos a uma das fazendas que ainda preserva e possui o cão de trabalho. Na chegada, o vaqueiro vem saindo para o trabalho com um cão adulto, pai dos filhotes que fomos buscar, e um filhote de sete meses, que já vai aprendendo o "ofício", pelo hábito de acompanhar o pai. 

Em um momento que o vaqueiro se desocupa, e retorna do campo, conversamos e explicamos o que estamos fazendo alí, em busca de filhotes para troca de material genético. Deixamos nossos livros e explicamos o risco de extinção dos cães de trabalho, com a chegada de cães de canis no interior. Eles concordam que os muito pesados, não aguentarão o trabalho no campo. E estranham as orelhas e a couraça mole. 


Para nosso alívio, muitos vaqueiros reprovam os Filas modernos que acaso ja viram em outras fazendas, e valorizam os seus "pé duros". Mas precisamos orientar os fazendeiros, que muitas vezes moram em grandes cidades, e de lá trazem cães que denominam Fila, dizendo que são caros, tentando valorizar o passe. Então ali deixamos nossos livros, para que os vaqueiros entreguem a seus patrões. 
Algumas vezes o "papo" vai longe. Encontramos homens de idade, que já foram vaqueiros no passado, e eles nos contam histórias dos Filas que trabalhavam com gado, na época que o gado era muito bravio. As histórias quase sempre se repetem, com as façanhas do Fila boiadeiro, sua força e resistência, sua persistênca e habilidade na lida com o gado bravo. 

Este é o cão que estamos preservando, o OFB.