Em um momento que o vaqueiro se desocupa, e retorna do campo, conversamos e explicamos o que estamos fazendo alí, em busca de filhotes para troca de material genético. Deixamos nossos livros e explicamos o risco de extinção dos cães de trabalho, com a chegada de cães de canis no interior. Eles concordam que os muito pesados, não aguentarão o trabalho no campo. E estranham as orelhas e a couraça mole.
Para nosso alívio, muitos vaqueiros reprovam os Filas modernos que acaso ja viram em outras fazendas, e valorizam os seus "pé duros". Mas precisamos orientar os fazendeiros, que muitas vezes moram em grandes cidades, e de lá trazem cães que denominam Fila, dizendo que são caros, tentando valorizar o passe. Então ali deixamos nossos livros, para que os vaqueiros entreguem a seus patrões.
Algumas vezes o "papo" vai longe. Encontramos homens de idade, que já foram vaqueiros no passado, e eles nos contam histórias dos Filas que trabalhavam com gado, na época que o gado era muito bravio. As histórias quase sempre se repetem, com as façanhas do Fila boiadeiro, sua força e resistência, sua persistênca e habilidade na lida com o gado bravo.
Este é o cão que estamos preservando, o OFB.