Para nossa surpresa e
perplexidade, os modernizadores do Fila Brasileiro, criadores do novo modelo
que vem se firmando desde a década de 1990, após o afastamento de Paulo Santos
Cruz da liderança, sobre a proposta de se resgatar o Fila Brasileiro nas fazendas,
a partir de 1979, vem a público negar o padrão visual praticado e orientado
pelo mestre.
Em um artigo
recentemente veiculado pelo maior difusor do modelo moderno para o FB, e
escrito por um antigo handler e adestrador de cães da raça, posteriormente
criador, no desejo de negar o padrão OFB, nega o mestre de criação.
Em seu texto, o criador
afirma categoricamente que “O emprego midiático de exemplos comparativos
dúbios, imprecisos ... na tipagem proposta pelo OFB, premiados em antigas
exposições (em especial as do Cafib), remete a severo erro conceitual (destaque nosso), se realmente o foram (também destaque nosso), com certeza tratou-se
de lamentável, mas possível, incorreção que, como se vê na verdade dos fatos
permaneceram na esfera as exceção, do “ponto de fora da curva”, jamais das
regras abalizadas das regras de orientação, seleção ou julgamentos”.
O criador, em determinado
momento, duvida do Boletin OFila, do próprio Cafib, quando diz “se realmente o
foram” se referindo aos cães premiados em 1980.
Ele, o criador que foi
há alguns anos passados, reprovado na prova de juízes do Cafib, se arvora agora
a julgar os julgamentos do mestre de criação, e afirma que se trataram de
“lamentável, mas possível incorreção”.
Teria o mestre de
criação cometido “severo erro conceitual”, como afirma no texto? Teria o mestre
de criação julgado fora das regras abalizadas de orientação? Então quem orienta
os julgamentos, atualmente, após o afastamento do mestre? O difusor do novo
modelo, após 1980?
Pelo que parece, há um
processo de implosão em alguns ambientes do FB, levando a mais delírios, e a
mais afirmativas de que a terra é plana, para o Fila Brasileiro.
Para melhor
entendimento do que estamos dizendo, vamos continuar com nossas publicações
comparativas, demonstrando que os julgamentos de 1980, nos momentos em que o
mestre estava ativo, foram verdadeiros, e autorizam por si só, o padrão
OFB. A seguir, um lembrete, por hoje:
Acima, Forasteiro e
Iurá, cães premiados como melhor de
exposição, em Julho de 1980, pela I Exposição Nacional do Cafib, em julgamento
por Paulo Santos Cruz, tendo como auxiliar de pista, o respeitado Américo
Cardoso dos Santos. Classificados como “Muito Bom”, pelo mestre.
Perfeito padrão OFB,
eles hoje configuram “severo erro conceitual”, para os modernistas. Para nós,
as imagens e as explicações dos modernistas, são elogios e sinais de que
estamos no caminho certo.
Quem quiser que crie o
que inventou, mas deixamos claro aqui que nada temos de culpa, na
desorganização que impuseram a si mesmos.
Vamos em frente.
Deixamos aqui um ponto de reflexão:
À esquerda, modelo de Fila Puro padrão original, Boletin O Fila,
Cafib, 1980, e à direita o delírio moderno (premiado Fila Puro Tigrado): para
eles, se trata do mesmo Fila Puro.
À esquerda, modelo de cabeça e orelhas, de um Fila Puro tipo original,
Boletin O Fila, Cafib, 1980. À direita, o delírio moderno: afirmativa de que se
trata do mesmo Fila Puro, o mesmo padrão de orelhas, o mesmo fenótipo.
Acima à esquerda, Fila Brasileiro padrão
original, lábios e orelhas moderados, à direita Fila Moderno premiados: para os
deliróides, mesmo padrão, orelhas idênticas .....!
Eles garantem que estes focinhos acima, tem exatamente as mesmas
proporções, obedecendo o preceito básico para um verdadeiro Fila Puro: lábios
de menor profundidade que o comprimento do focinho! À esquerda o campeoníssimo
Zambê de Parnapuan: Original Fila.
À esquerda, Fila preto, à direita Fila baio. Para os
terraplanistas do FB, trata-se de padrões absolutamente distintos: o preto é
mestiço, mas o baio é Fila Puro. Acreditem!
Pelo texto em cópia do Boletin o Fila, acima, Dendê não era um erro casual, menos ainda conceitual, mas um cão produzido sob o comando do Mestre, em programa de acasalamento. Segundo novos “juízes”, os antigos erraram feio.
Discordamos e concordamos com a orientação do Mestre de Criação. Acreditamos mesmo que seria muita arrogância de nossa parte, se julgássemos o julgamento do Mestre. Por isso, continuamos com o mesmo padrão antigo. O original.
Acima, texto de 23 de Maio de 1982, Boletin O Fila.
Por ocasião da exposição de Campinas,
julgada por Airton Campbell. Dendê foi premiado com medalha de ouro. O juiz
estava errado?
Acima o cão Dendê, em duas situações, várias vezes premiado em exposições do Cafib, sob a batuta de Santos Cruz, agora considerado SEVERO ERRO CONCEITUAL.
Pelo texto em cópia do Boletin o Fila, acima, Dendê não era um erro casual, menos ainda conceitual, mas um cão produzido sob o comando do Mestre, em programa de acasalamento. Segundo novos “juízes”, os antigos erraram feio.
Discordamos e concordamos com a orientação do Mestre de Criação. Acreditamos mesmo que seria muita arrogância de nossa parte, se julgássemos o julgamento do Mestre. Por isso, continuamos com o mesmo padrão antigo. O original.
À esquerda, fêmea original OFB, 2019; à direita cão premiado em 1983: Classificação “Muito Bom”.
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